Bullying: 6 Conselhos úteis para ajudar o seu filho

Bullying: 6 Conselhos úteis para ajudar o seu filho

O bullying é definido como o exercício de maus tratos físicos e psicológicos praticados de forma repetida sobre uma vítima. Este fenómeno acontece muito em ambiente escolar ou em zonas na via pública mais resguardadas e longe dos olhares e da proteção de adultos ou, até mesmo, das autoridades policiais.

Um quadro de bullying é composto, por norma, por um ou vários agressores com elevada autoestima. Estes maltratam uma criança mais jovem ou tímida e que manifestamente tem menor probabilidade de se conseguir defender. Regularmente, a vítima oculta os acontecimentos por medo e vergonha. Isto acaba por possibilitar a repetição dos episódios agressivos e a degradação do seu estado emocional e/ou físico.

Recentemente, com a acessibilidade imediata às tecnologias de informação, assistimos a um novo flagelo: a gravação destes episódios de violência e a divulgação dos mesmos na internet. Assim, os clips ficam disponíveis para todo o público e à mercê de comentários e da mediatização do caso de bullying.

Se antes não se conhecia este termo, hoje em dia já se começa a prestar mais atenção ao tema. Os media têm tido um papel fundamental no combate ao bullying, através de diversas campanhas publicitárias. Da mesma forma, as escolas têm prestado um auxílio importante, ao realizarem um acompanhamento adequado e próximo.

 

6 Dicas essenciais para identificar e gerir situações de bullying

O apoio dos pais, familiares e professores é fundamental para ajudar a identificar e ultrapassar estes fenómenos. Existem alguns conselhos a ter em consideração ao lidar com casos de bullying.

 

1. Observe o comportamento

É anormal uma criança estar consecutivamente triste, deprimida e sem autoconfiança. Esteja atento.

 

2. Converse e ouça

Fale atentamente com a criança e ouça o que tem a dizer, sem julgamentos. Perceba se o discurso é feito pela positiva, com expressões como “Eu tento fazer” e “Eu interesso-me por fazer”, ou pela negativa, por exemplo, “Eu não gosto de nada” ou “Eu não me interesso por”.

 

3. Entre em contacto com os diferentes intervenientes

Converse com os pais ou professores do ofensor a fim de encontrar soluções e também ouvir a outra parte. Não parta logo para julgamentos precipitados.

 

4. Procure ajuda profissional

O Coaching é uma ferramenta extraordinária na transmissão de motivação e autoconfiança. Com efeito, os resultados estão comprovados.

 

5. Elogie

Apoie a criança sempre que apropriado e mostre-se interessado pelas suas descobertas e interesses.

 

6. Acompanhe a situação

Siga a evolução de perto, mas discretamente. Não deve falar muito no assunto e o melhor é relativizar a situação.

 

Ignorar o bullying só piorará o desempenho da criança nas suas atividades diárias e na sua construção psíquica. Se não for acompanhada a curto e médio prazo pode, em último caso, chegar ao suicídio.

Uma fraca estrutura emocional perdura, às vezes, até à vida adulta. Esta condição pode fazer com que a pessoa sinta insegurança ou incapacidade sempre que não dominar ou apreender novas tarefas.

Todos somos especiais à nossa maneira. Cada um de nós tem valor e também potencialidades que apenas precisam de ser descobertas e trabalhadas. Esteja atento ao seu filho e/ou aluno e invista tempo no relacionamento com ele, pois é algo fundamental.

 

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Carina Pereira

Consultora IHTP Academia de Educação

 


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