Liderança em nome do grupo: Como ser um bom líder?

Liderança em nome do grupo: Como ser um bom líder?

A liderança oferece-nos a cada dia novos desafios. Um deles é a gestão de conflitos dentro da nossa equipa.

Quantos de nós conhecemos casos em que um único elemento consegue perturbar todo um conjunto? A resolução destes problemas é imperativa, já que uma presença incómoda pode, no limite, causar a destruição do grupo.

A verdade é que estes casos existem nas mais variadas estruturas da nossa sociedade. Não só as empresariais, mas também desportivas e até familiares! Todavia, cada caso é um caso, pelo que é desajustado tentar generalizar.

Ainda assim, existem alguns pontos comuns que quem se encontra na liderança deve analisar:

  1. O egoísmo é um traço comum nestes elementos! Primeiro eles e só depois o grupo;
  2. Não lidam bem com o sucesso dos demais elementos do grupo;
  3. Não admitem o erro e procuram sempre uma justificação (que só serve para eles próprios);
  4. Desafiam a liderança do grupo;
  5. A opinião deles é a única aceitável. Os contributos dos outros não são aceites e chegam, às vezes, a ser ridicularizados.

 

Qual a reação do líder perante este tipo de comportamentos?

Existe liderança mais ou menos tolerante. Pessoalmente, não tomaria uma posição radical perante uma situação isolada. Assim sendo, começaria por explicar os efeitos/consequências das suas ações nos processos da organização e na rentabilidade da equipa.

No entanto, se estes comportamentos forem regulares, então, para bem do grupo, esse elemento tem que sair. Independentemente de ser o mais velho, o mais produtivo, o mais bonito ou mais alto, TEM QUE SAIR!

Só assim conseguimos evitar que elementos com uma necessidade de aceitação forte sejam arrastados para este tipo de comportamentos. No limite, pode ser criado um efeito bola de neve, capaz de levar à destruição completa de uma estrutura. Aliás, este problema pode ser ainda pior, no caso de o elemento perturbador ter contacto direto com clientes.

Um relatório da Harvard Business School estima que manter um funcionário problemático pode custar 12.000 dólares por ano à organização! O mesmo documento sugere ainda que a melhor estratégia para ter uma empresa competitiva é ter colaboradores felizes.

Em muitos casos, aos comportamentos incorretos segue-se o ruído provocado pelo processo de vitimização. Em causa está uma tentativa de envolver e convencer o maior número de pessoas de que se trata de uma enorme injustiça. A estrutura de valores (conhecida por todos os elementos) e a consciência do líder serão sempre um pilar tremendo nestas situações.

 

A minha experiência na liderança de um clube desportivo

Enquanto treinador, o meu papel na liderança contempla uma dupla função. A primeira é zelar pelo grupo, porque o conjunto é mais importante do que qualquer elemento isolado. Em segundo lugar, devo garantir a formação integral dos atletas. Qualquer elemento que tente abalar o nosso caminho, a nossa estratégia e, acima de tudo, os nossos valores, não tem lugar no clube.

Sou responsável por desenvolver as componentes técnica, tática, física e mental que conseguir em cada um deles. Além disso, a liderança inclui transmitir princípios e valores que tornem estes atletas “excelentes pessoas”! É certo que nem todos vão ser excelentes atletas, mas todos (repito, TODOS) têm que ser excelentes pessoas! Nesse sentido, é extremamente importante valorizar o comportamento em detrimento do resultado.

 

Liderar é saber agir no momento certo!

Em 2011, o clube onde sou treinador foi, pela primeira vez, Campeão Nacional de Equipas Juniores. Este título foi, por si só, fantástico. Mas, se lembrarmos que na nossa equipa todos os atletas eram de um escalão inferior, percebemos que a distinção é ímpar!

Ora, no início dessa época, recebemos um atleta novo, vindo de outro clube. No primeiro dia de treino, disse-nos que a vinda para a nossa equipa seria um salto muito importante para ele. Apesar de ter outros hábitos de treino, rapidamente se enquadrou. Acabou por ser determinante na conquista daquele prémio e também do título de Campeão Nacional de Equipas Cadetes.

Dois dias depois do último título, esse mesmo atleta foi apanhado em flagrante, no balneário, a tirar dinheiro da carteira de um colega. Quando me sentei com o meu presidente para decidir o que fazer, após olharmos um para o outro por dois segundos, dissemos em simultâneo: “RUA!”. Formamos campeões no Desporto e na Vida!

 

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Pedro Rufino

Consultor, Practitioner PNL e Coach IHTP

Campeão da Europa e Melhor Treinador do Mundo em 2014

 

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