Parentalidade: Porque devemos melhorar como pais?

Parentalidade: Porque devemos melhorar como pais?

Tal como em qualquer aspeto da nossa vida, na parentalidade, acredito convictamente que podemos melhorar continuamente. Ser pai ou mãe é, na verdade, uma função diferente de tudo o que possamos fazer na vida. É incomparável em termos do impacto que podemos causar na vida de alguém, um ser que depende, durante os primeiros anos do seu crescimento e formação pessoal, quase inteiramente de nós.

A parentalidade é um privilégio (acredito que todos os pais o dirão) e é também um caminho com muitos obstáculos e dificuldades. Cada filho e cada caminho tem as suas especificidades e características, certamente com muitas alegrias, sorrisos, partilhas, conquistas e superação. Mas também com muitas dúvidas, hesitações e muitos “será que estou a fazer bem?”.

As dúvidas na gestão de situações com os filhos ocorrem desde que estes têm meses de idade até que se tornam adultos. Naturezas e causas muito diferentes estão na base das questões que surgem em idades tão díspares. Mas, na realidade, estas dúvidas em relação à parentalidade vão sempre surgindo aqui e ali.

Diferente é também a forma como cada pai ou mãe escolhe lidar com o facto de se ter tornado educador. Como em tudo, podemos ir andando e fazendo o nosso melhor. Ou então podemos procurar aprender com quem tem resultados comprovados a lidar com crianças e seus comportamentos.

 

Como qualquer profissão, a parentalidade também pode ser aprendida

 

Pense na sua atividade profissional. Já contabilizou os anos de preparação? Qualquer pessoa estuda durante 12 anos para terminar o ensino obrigatório. Muitos fazem ainda um curso superior, com uma duração média de 5 anos. Tudo isto soma, no mínimo (porque alguns ainda continuam os estudos), aproximadamente 17 anos de preparação árdua, antes de iniciar uma atividade profissional.

No caso da parentalidade, há então uma pergunta que se impõe: “Quanto tempo já investiu para se preparar para ser a melhor mãe ou o melhor pai que consegue?”.

A nossa sociedade está, sem dúvida, construída com um grande foco na atividade profissional. Mas a verdade é que o mais importante acaba por não ter, às vezes, a importância de que precisa. Falo das relações que estabelecemos com amigos, família, e aqui realço os filhos. Aliás, penso que isto merece uma reflexão.

Acredito que ninguém está completamente preparado para ser pai/mãe. Por muito que nos avisem, nada se compara a vivenciar as experiências na primeira pessoa. Algumas situações conseguem levar os pais aos limites. Mas as crianças naturalmente fazem isso: testam limites. A partir do momento em que percebemos o que vai nas suas mentes, passamos a ter a faca e o queijo na mão.

Falo, por exemplo, de compreender por que razão uma criança faz uma birra no supermercado, não come à mesa, não se interessa pela escola, não estuda ou não ouve os pais. Percebendo por que motivo o faz, o que espera ganhar com aquele comportamento, passamos a saber lidar. Conseguimos reduzi-lo drasticamente ou até anulá-lo.

 

PNL pode ajudar a resolver problemas na parentalidade

 

Muito já se estudou sobre o comportamento humano, em termos científicos, e a forma como a utilização da Programação Neurolinguística pode ajudar a parentalidade. A PNL fornece-nos ferramentas muito eficazes para percebermos o que se passa com os nossos filhos em cada momento. Ajuda-nos a entender como devemos agir, com o objetivo de passarmos a lidar com as situações com calma e clareza. Dessa forma, acabamos por criar um ambiente mais harmonioso em casa.

Tudo isto é possível porque passamos a perceber a razão por trás do comportamento. Além disso, porque obtemos ferramentas para lidar de forma mais eficaz com as atitudes menos desejáveis que vão surgindo. Assim, conseguimos evitar os famosos gritos que muitas vezes acabam por aparecer.

 

Sara Paiva

Consultora IHTP Academia de Educação

Professora no IPVC

 

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