Autocuidado: Cuidar de mim é importante ou é só egoísta?

Autocuidado: Cuidar de mim é importante ou é só egoísta?

O autocuidado é um dos aspetos muitas vezes deixados para segundo plano na nossa vida. Tal acontece muito por culpa de vivermos num mundo agitado e repleto de exigências físicas, relacionais, familiares, profissionais, entre outras.

De facto, numa sociedade em que o stress e a ansiedade fazem parte do vocabulário diário, o tempo dedicado a nós mesmos é por vezes esquecido e adiado. Em determinados momentos, somos mesmo obrigados, por fatores externos, a abrandar e/ou a parar.

“Tenho de parar para ler, mas não tenho tempo”. “Gostava de alimentar-me melhor, mas não é fácil”. “Devia começar a praticar exercício, mas os meus filhos precisam de mim”. “Precisava de uma massagem, mas não posso gastar dinheiro em coisas supérfluas”. Quantos de nós já tiveram estes diálogos internos?

Ao longo deste artigo, vamos explicar-lhe o que é o autocuidado e debruçar-nos sobre o que pode ajudá-lo a ter uma melhor qualidade de vida.

 

O que é o autocuidado?

As práticas de autocuidado vão muito além de uma visita ocasional ao cabeleireiro, à massagista ou à manicura. Apesar de estes poderem ser bons exemplos, uma verdadeiro autocuidado é muito mais do que qualquer uma destas atividades. Exige um compromisso com a constante vontade de se cuidar.

Assim, este tipo de práticas consiste em qualquer ação que o nutra e recarregue profundamente a vários níveis. Dessa forma, pode ter inúmeras facetas, entre as quais se podem salientar cinco:

  • Física;
  • Relacional;
  • Espiritual;
  • Profissional;
  • Pessoal.

 

O autocuidado é importante?

O autocuidado é fundamental! Tal como é essencial cuidarmos das nossas relações e dos nossos parceiros e tal como fazemos com uma flor ao regá-la diariamente. Também devemos fazê-lo connosco, regando-nos com amor e tempo de qualidade. Aproveitando para fazer atividades prazerosas, conseguimos aliviar a pressão física, mental e emocional a que estamos sujeitos no dia-a-dia.

Quando não cuidamos de nós e nos energizamos, fazendo coisas que nos tragam satisfação, sentimo-nos sugados. Perdemos a capacidade de dar o nosso melhor aos que nos rodeiam.

O exemplo das mães é um dos mais fáceis de identificar. A exigência física e mental de uma recém-mamã pode ser extenuante. Pode gerar até problemas físicos e mentais, sobretudo se esta não tiver a possibilidade de tirar tempo para si. Nestes casos, é muito importante a ajuda daqueles que a rodeiam. Por vezes, 10 minutos são suficientes para recarregar os níveis de energia.

Estes pequenos momentos permitem que demos o nosso melhor a cuidar de quem mais amamos. Não se trata de egoísmo, mas sim de querermos estar na nossa melhor forma para dar o melhor aos nossos. Contudo, é impossível atingirmos o melhor desempenho sem reservarmos tempo para nos recarregarmos. Afinal, “não nos podemos servir de uma travessa vazia” (Eleanor Brownn).

As práticas de autocuidado contribuem para que se sinta:

  • Mais produtivo;
  • Mais enérgico a nível físico e mental;
  • Com maior capacidade de raciocínio;
  • Capaz de gerir desafios emocionais;
  • Mais capacitado para lidar com situações de stress e ansiedade;
  • Preparado para cuidar daqueles que ama e dar de si aos outros;

 

Como posso cuidar de mim?

O primeiro passo é comprometer-se a reservar tempo para cuidar de si diariamente. Esse deve passar, aliás, a ser uma prioridade. Assim, deve colocar na agenda um momento para se dedicar a si e deve ser tão cumpridor com esse momento como seria com uma reunião profissional. Nos dias mais atarefados, reserve no mínimo 15 minutos para si.

O segundo passo é definir algumas estratégias ou atividades que o possam fazer sentir-se feliz e satisfeito. Deixamos alguns exemplos:

  • Ler;
  • Passear junto ao mar;
  • Sair com os amigos;
  • Viajar;
  • Meditar;
  • Receber uma massagem;
  • Praticar exercício com regularidade;
  • Escrever;
  • Aprender;
  • Desenvolver-se a nível pessoal e comportamental;
  • Agradecer;
  • Cozinhar;
  • Definir objetivos.

Por fim, lembre-se de que é preciso estar bem consigo para que possa estar bem com os que o rodeiam. Investir em si é, sem dúvida, o melhor que pode fazer. Independentemente do que os outros possam pensar ou dizer, recorde-se que ninguém o conhece como você mesmo. Se for o caso, conecte-se consigo e redescubra-se!

 

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SABER MAIS

Vanessa Silva
Consultora IHTP Academia de Saúde e Bem-Estar


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