Mulheres Vendedoras: Mitos e Realidades

Mulheres Vendedoras: Mitos e Realidades

Mulheres Vendedoras: Mitos e Realidades!

Mulheres Vendedoras que vivem num universo maioritariamente masculino, têm todos os dias um enorme desafio.

Algumas dirão que é difícil; outras dirão é preciso se encaixar no que se espera que sejam e ajam em acordo com essa construção; outras que os colegas masculinos são “tubarões”; outras, ainda, não há lugar para as mulheres em certas áreas de actividade…

Eu não concordo com nenhuma destas afirmações!

Realmente, o ambiente das vendas é maioritariamente masculino. Não tem nada a ver com a competência (ou incompetência) de uns e de outras; tem unicamente a ver com a questão sócio-cultural do papel que cada um dos sexos desempenhou na história mais recente em Portugal. Até aos anos 70 ou 80 do sec XX, era comum que a mulher desempenhasse apenas papeis de dona de casa ou parecido. As necessidades económico-financeiras e os movimentos de educação e emancipação da mulher, contribuíram para que os lugares apenas ocupados por homens, passassem a ser distribuídos de outra forma.

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O desafio e o tabu da Igualdade

Estamos muito longe da igualdade de tratamento ou de pagamento, mas estamos no caminho! Daí que pode ser um desafio para muitas mulheres actuarem em áreas com muitos homens. Diz-me a minha experiência que é normalmente até mais fácil trabalhar com homens do que com só mulheres.

E porque? Porque, numa primeira fase, os homens não olham pra nós como concorrentes; somos apenas a miúda nova no escritório; e quando se apercebem do nosso valor, já temos relação suficiente para controlar a situação. E porque, em geral, são mais limitados nas manifestações de sentimentos e não têm aquelas pequenas invejas que podem minar as relações de trabalho feminino.

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O maior desafio, nestas situações, é continuarmos a sermos nós!!! Com a nossa feminilidade, com a nossa empatia e com a nossa forma de estar!

A maioria de nós cede à pressão de se ir igualando aos homens! Pensamos nós: “se funciona para eles, vai funcionar para mim!”. E aqui está a primeira grande mentira que é preciso esclarecer. As mulheres nunca serão homens, da mesma forma como os homens nunca serão mulheres (estou a falar de comportamentos e apenas disso)!!

Haverá, naturalmente, sempre um lado mais empático, mais emocional que não deve nem pode ser esquecido ou abafado. A diferença que existe entre sexos, existe por razões óbvias: para não sermos todos iguais.

Os clientes que optam por trabalhar maioritariamente com mulheres, fazem-no porque procuram um certo tipo de atendimento, de acompanhamento, de aconselhamento. Se fosse a mesma coisa, não haveria tantas mulheres com sucesso na área comercial e com clientes fidelizados. Tem a ver com a atenção extra que é dada; com o carinho que é pensado cada cliente; com a empatia que é criada e a dedicação prestada.

Mulheres e Homens: Comportamentos e Personalidades

Tudo isto é naturalmente mais fácil às mulheres (pelo menos, à sua grande maioria)! Social e culturalmente estamos ensinadas a pensar muito nos outros (é nas refeições diferenciadas que preparamos para cada elemento da família porque têm gostos diferentes; é a escolha de prendas de anos e de Natal altamente personalizadas; é o termos de arranjar tempo para levar e buscar toda a gente, mesmo que isso signifique sacrifícios pessoais de tempo ou de coisas que gostamos de fazer…). E mesmo quando não temos todos estes encargos, espera-se (socio-culturalmente) que sejamos mais tranquilas, mais pacientes e melhores ouvintes.

E muitas de nós passamos a assumir estes comportamentos esperados como personalidade! E se não defendo que nos devamos comportar como homens, também não defendo que tenhamos sempre uma atitude de passividade e obediência! Precisamos é de saber escolher quando queremos aceitar certos comportamentos paternalistas ou quando devemos explodir com toda a fúria, para quem está ao lado perceber que não estamos ali para aguentar tudo!

Saiba optar pela melhor atitude e reacção

Esta escolha de reacção (porque sim, é uma escolha) é das armas mais importantes que uma mulher vendedora pode ter! Os homens ainda não perceberam que isto é uma escolha, por isso, deixem-nos acreditar que “estamos naqueles dias do mês”… Até porque, quando temos resultados que superam os dos homens, esse legado fala por si. Ninguém prescinde de um vendedor que está a trazer negócio. E quanto mais equilibradas formos nas nossas reacções internamente, mais fácil é criar relação com a chefia – o que só continua a somar a nosso favor! Logo veremos quem são os desequilibrados…

Por isso, aprendam a respirar (de vez em quando) e a focar naquilo que querem mesmo. Aprender a ser míope para as pequenas contrariedades e ter uma visão de águia para os nossos objectivos, vai nos levar cada vez mais longe.

Até porque os colegas “tubarões” (aqueles que estão no aquário à espera de peixes pequeninos; deixam-os trabalhar algum tempo, arranjam forma de os colocar fora do jogo para ficar com os clientes que os peixinhos angariaram), mais cedo ou mais tarde, apercebem-se que há “tubarões” maiores do que eles no tanque…

Como lidar com os “tubarões”

Há duas formas de lidar com os tubarões: ou demonstrar-lhes, desde os primeiros dias, que não foi ser corrida do aquário e que entrei nesta vida para vencer (estejam preparadas para tudo o que isso possa significar) ou fingir-me de mais pequena ainda do que sou, para desaparecer do radar deles e quando eles derem por nós, já somos demasiado grandes para abocanhar.

Qualquer uma das técnicas funciona na perfeição! Tomem só um pequeno conselho: quando forem grandes o suficiente, evitem torna-se “tubaroas” (eu já sei que a palavra não existe, mas percebem agora a questão da adaptabilidade?) E se sentirem que começam a desenvolver esse lado – pára tudo! E voltem focar no que querem e como querem lá chegar!

E nos relacionamentos com os clientes, sinto que temos uma maior flexibilidade de actuação que só soma pontos a nosso favor. Mesmo quando não temos margem de manobra (porque não há mais desconto, não há mais prazo, etc), diz-me a experiência, que encontramos sempre as melhores palavras para o transmitir (para quem ainda luta com isto, por favor veja o nosso curso Sales Mastery – Alto Desempenho em Vendas com PNL, no site www.ihavethepower.net). E é também por isso que é totalmente diferente trabalhar com homens ou mulheres.

Mulher vendedora – as verdadeiras responsabilidades

Acredito até que os clientes já esperam esse tipo diferenciado de tratamento! Em certas áreas comerciais, é mais fácil para os clientes se abrirem e contarem coisas pessoais às vendedoras que os visitam do que aos vendedores que os visitam… E essa diferença cria relação! E faz com que os clientes confiem mais em nós! E que querem sempre lidar connosco! Mesmo quando mudamos de marca ou de área, muitos dos nossos clientes seguem-nos, porque gostam de nós enquanto pessoas e vendedoras!

Obviamente, esta actividade não tem só vantagens para as mulheres. Continua a ser um desafio, para a grande maioria das mulheres, a conciliação de todas as vidas que vivemos.

Sim, porque nenhuma vendedora é apena vendedora. É também esposa, mãe, filha, amiga, mulher… E isso, muitas vezes, obriga a cedências e compromissos. Que nem sempre são entendidos por quem nos rodeia. E quando são entendidos, fazem-nos sentir pior por dentro.

Aprenda a ser feliz, mesmo com todas as responsabilidades!

Apesar de todas as emancipações e modernizações de pensamento, continua a ser um desafio diário lutar contra aqueles pensamentos de que devíamos estar a fazer outra coisa do que aquilo que fazemos profissionalmente. Sei que este sentimento de “culpa” maternal não é limitado apenas às mulheres vendedoras, mas face aos horários mais alargados, às necessidades de deslocações e ao trabalho que vem connosco para casa e que nos obriga a alargar ainda mais os horários dedicados ao trabalho, faz com que essa sensação se estenda.

E se estenda até doer. Fisicamente. E, por isso, quanto mais rápido perceber que está na hora de deixar de sentir assim e acreditar que o que está a fazer é maior e que a sua opção está certa, mais feliz será! E mais feliz fará quem está à sua volta! Passar a ter consciência que não é o tempo que passa com a sua família, mas a qualidade do tempo que passa com eles, é o que torna os nossos dias mais leves.

E isso, exige organização (de agenda, de clientes, de rotas, etc). Por isso, antes de se sentir assoberbada com o não conseguir, organize-se. Prepare a sua agenda e o seu espírito para precisar de alguma adaptação. E acredite que está a fazer o seu melhor! E o seu melhor será o melhor para todos.

Aperceba-se! Agradeça! E seja cada vez mais feliz!

Assim, habitue-se, cada vez mais, a dar a si própria os parabéns pelas pequenas conquistas; o estar constantemente a castigar-se ou a penalizar-se pelo que não fez ou não esteve, não a ajuda em nada. Por isso, dê-se os parabéns pelo que corre de melhor na sua vida, do que faz de melhor e de quem ajuda todos os dias.

E permitindo-se a todas estas mudanças e melhorias, torne o seu dia cada vez mais alegre. Até porque acredito que a sua vida tem muita coisa de bom. Não a conheço, mas sei que todas as nossas vidas têm muita coisa de bom! Só precisamos de estar cada vez mais atentas para podermos nos apercebermos das coisas boas e das pessoas boas que nos vão acontecendo no dia-a-dia.

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Cristina Sousa,

Consultora IHTP

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