Negócios de saltos altos – A vida enquanto mulher

Negócios de saltos altos – A vida enquanto mulher

Isto de ser Mulher é diferente de ser Homem! Parece uma verdade de La Palice, mas é mesmo assim: estar nos negócios enquanto Mulher é diferente do que fazê-lo sendo Homem!

Socialmente, é esperado que sejamos super e perfeitas. Eficientes e conformadas. Respeitadoras. Sempre aprumadas. De sorriso no rosto em todas as ocasiões da nossa vida. E, acima de tudo, controladas.

Se parece que é um relato dos anos cinquenta do século passado, a verdade é que, nos negócios pouco mudou… Mudou pouco! 

É verdade que passamos a sentar-nos na mesa não apenas para tirar notas e parecer bonita na fotografia, mas também para ditarmos regras e fazermos acontecer. Curiosamente e na grande maioria dos casos em que assumimos cargos de liderança, esperam que nos comportamos como homens: duras, assertivas, robóticas, sem emoções e sempre disponíveis.

E porque é que não mudou muito? Porque socialmente continuam a ser impostos estereótipos dos papéis sociais que cada um dos géneros deve assumir. Continua a ser esperado que as mulheres, para além de terem uma carreira (de direcção ou empresarial), continuem a ir às compras, a dar banho aos filhos, a preparar refeições, a tratar das roupas, a estar disponíveis para todos os desequilíbrios emocionais de todos os elementos da família alargada, a limpar a casa, a passear o cão e, já agora, a tratar de arranjar quem conserte tudo o que avaria em casa.

Esta multiplicidade de tarefas (quase que internamente aceite como “normalidade”), faz com que olhemos para o multi-tasking e nos ríamos! Às gargalhadas! Se temos agenda? Temos sempre agenda! Se conseguimos? Conseguimos sempre!

E é exactamente por isso que o mundo nunca funcionará sem nós… Já imaginaram deixar o mundo apenas ao cuidado dos homens???? A sério, imaginem lá: é claro que tomariam decisões e quando é as tornariam práticas? Quando é que aconteceriam? Quem garantiria que não se perderiam a celebrar o fantástico que são com um jogo de futebol, à volta da mesa cheia de comentários menos próprios e garrafas de cerveja? O caos que seria o mundo dos negócios… O caos que seria o mundo!

Então, se somos tão indispensáveis, porque nos dispensam tanto? Porque não assumimos essa indispensabilidade! Porque não nos unimos! Porque não conseguimos ainda defender o que efectivamente queremos! Porque continuamos a correr atrás de um sonho idealista que nos venderam enquanto crianças e não aquilo que realmente queremos para a nossa vida! Porque tentamos que o “mundo de homens” se adapte a nós, enquanto devíamos ser nós a adaptar o mundo à nossa imagem e direcção! Porque acreditamos que se fizermos a coisa tranquilamente, a mudança há-de acontecer! Porque temos demasiados porquês…

Já sabemos que queremos tudo; e isso complica as coisas!

E temos de continuar a lutar! A lutar por um lugar cada vez mais decisor nos lugares que importa; um lugar decisor das nossas vidas; um lugar que nos leve mais além, sem perdermos quem somos! Deixar de criticar tanto e passar a apoiar mais! Olhar para trás e para os sonhos que tínhamos em criança e não aceitar um não! 

Os negócios podem falhar, o nosso sonho não! 

E essa tenacidade que os homens têm, tem de passar a fazer parte de nós! Sem precisar de nos socorrermos de atitudes e comportamentos que nos fazem sentir menos: menos subservientes! Menos caladas! Menos influenciadas! Menos pequenas! Exactamente o contrário: adoptando comportamentos que nos deixam mais! Mais concretizadoras! Mais influenciadoras! Mais felizes!

Reconheço que é um desafio! Trabalhar em equipas de homens, especialmente quando se tem cargos de poder. Assumir essa nossa identidade diferente e desafiadora. 

Mas, só assim faz sentido viver. Enamorar-se de quem podemos vir a ser e assumi-lo, quebrando todas as crenças que possam existir dentro de nós e deixar aflorar essa pessoa brilhante que nasceu para triunfar (precisando de ajuda, temos uma equipa de mulheres tremendas, capazes de a ajudar a dar esses passos; visite-nos em https://ihavethepower.net/areas-tematicas/coaching-rh/ ou ligue-nos e conheça-nos melhor)!

Ser mulher é muito melhor do que ser homem! E essa diferença, faz toda a diferença!

 

Cristina Calçada – Consultora, Coach e Trainer – Academia de desenvolvimento de Negócios

One response to “Negócios de saltos altos – A vida enquanto mulher”

  1. Álvaro Magalhães diz:

    Parabéns Cristina! Excelente artigo 🙂

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