Felicidade: Mude do “É o que há” para o “Sinto que vai ser”!

Felicidade: Mude do “É o que há” para o “Sinto que vai ser”!

Felicidade é um objetivo diário comum a todos. Todos nós, ao nível mais profundo, queremos ser felizes e estamos disponíveis a fazer de tudo para o conseguir. Se esta premissa é verdade, porque vemos tantas pessoas tristes à nossa volta? Porque será que até nós nos vamos abaixo e ficamos desiludidos connosco, com os nossos amores, amigos, colaboradores, chefes, enfim, com os outros?

A procura pela felicidade é algo que está programado em nós, a nível inconsciente, e que carece que a realidade consciente que vivemos seja congruente e esteja alinhada com isso. Caso contrário, começamos a sentir que estamos desligados das coisas, dos projetos e das pessoas.

Uma das ferramentas para a felicidade consiste em mudar o “agora” para o “futuro” na nossa visão e construção do mundo.

 

4 Situações que geram infelicidade e frustração

Analise estes exemplos:

1. Pense numa pessoa que vive num sítio que não gosta, com uma vizinhança com que não se identifica ou que incomoda, com alguém que já não ama. Esta pessoa, acorda todos os dias ao lado desse alguém. Já não sente nada, já não a ama mas é o que há. Levanta-se, vai trabalhar, em algo que não o realiza, sem prazer nenhum, com o único objetivo de ganhar dinheiro. Contudo, tem de o fazer, porque é o que há.

2. Analise este diálogo que um dia tive com um diretor de geral de uma empresa. Perguntei-lhe diretamente:

– Se um dia saísse da empresa onde trabalha, sem vontade, alegria e realização profissional, para uma empresa onde ia fazer o que gosta, o que acontecia?

– Doutor, se eu mudasse de empresa e essa alteração significasse uma diminuição de condição financeira e social, perdia a minha família. – Respondeu, visivelmente triste e desapontado.

3. Veja a situação de alguém que se empenhou árdua e afincadamente durante um ano para superar os objetivos colocados pela sua empresa. Quando o consegue, fala com o Diretor Comercial que lhe diz que não há capacidade financeira da tesouraria para pagar os prémios, justos, devidos e prometidos, a quem atingiu as metas.

4. Reflita sobre este episódio. 3 dos melhores estudantes de uma turma universitária, estudaram de forma empenhada e metódica, aplicaram-se verdadeiramente, para um exame previsto para a semana da Queima das Fitas. Contudo, dada a pressão de um conjunto de estudantes que ao invés de estudarem foram para a Queima. A professora adia a realização do exame.

Estes quatro exemplos reais, transmitidos e vivenciados por alguns dos nossos clientes, são bem demonstrativos de diferentes situações que geram infelicidade e comprovam como a vida pessoal afeta o desempenho profissional.

 

Uma certeza: As pessoas querem mesmo, e muito, ser felizes!

Uma das razões para a infelicidade, desmotivação e frustração em contexto de trabalho, é justamente a péssima capacidade de liderança e o grande desnorte presente em alguns responsáveis, nas atitudes do dia-a-dia. Este padrão de comportamento gera um ambiente de grande desgaste e descontentamento nas organizações.

O pensamento e postura do “deixa andar”, do “é o que há”, do “sempre se fez assim” ou então do “não há nada a fazer” é outro fator que contribui para esta infelicidade e frustração generalizada, para esta perda de motivação.

Apesar disto, cada vez conheço mais pessoas ansiosas por viver uma nova realidade nas suas empresas e locais de trabalho. Com o espírito de “sentir que vale a pena”, “sentir que vai ser” e o “olhar para o futuro”. Vemos isso a acontecer todos os dias, à nossa frente, ao nosso redor. Vemos isso no desporto de alta competição. Por exemplo, quando há um ano, em Julho de 2016, se conquistaram prémios e vitórias atrás de vitórias, numa demonstração clara do que move as pessoas. Vemos isso no interesse crescente em atividades de team building e contacto com a natureza, em treino experiencial, em formações/workshops/sessões de auto-ajuda, coaching, PNL e espiritualidade. Vemos isso na quantidade cada vez maior de pessoas que praticam desporto, caminham nas marginais das nossas cidades, que treinam, de forma amadora e por puro gozo e desafio, para correr maratonas.

Estes são pequenos exemplos, pequenas atitudes, absolutamente indicativas de que as pessoas querem mesmo, e muito, ser felizes.

 

Todos podemos e devemos contribuir para um ambiente de felicidade

Compete-nos a nós, a cada um de nós e em nós como um todo, em contexto de sociedade, interpretar estes sinais e adotar condutas que contribuam para um ambiente feliz e positivo. Uma liderança que promete mas cumpre, que é coerente com o que diz e faz, que dá um bom exemplo. Uma pessoa que vive com quem quer e ama, com quem a faz feliz e a realiza, com quem está porque quer construir um futuro e não porque “tem de ser”. Uma escola que valoriza o empenho e o trabalho e que reconhece o mérito. Estes são apenas alguns exemplos de comportamentos, posturas e sistemas que ajudam a alinhar as pessoas com o melhor de si mesmas e geram ambientes de felicidade. Este é o caminho que deve ser seguido.

 

Empresas felizes só são possíveis com pessoas felizes e realizadas

As empresas têm que estar atentas, muito além do que acontece dentro da empresa. São muitas as pessoas que não conseguem melhorar o seu desempenho em contexto de trabalho, devidos aos seus problemas pessoais. É uma ilusão pensar que é apenas dentro de uma empresa que se melhoram as pessoas. As empresas, se querem garantir e contribuir para a felicidade dos seus colaboradores, têm que sair dos seus espaços físicos. Necessitam envolver a família mais próxima nesse processo de geração de felicidade. Com os recursos que as empresas detêm atualmente, é possível desenvolver um trabalho muito melhor e profundo, com cada pessoa.

Os nossos clientes hoje em dia rentabilizam os nossos programas de Treino aplicando-os nos seus filhos. Envolvem-se em cursos de Treino específicos para pais. Apostam em cursos de desenvolvimento pessoal, ainda que as empresas onde trabalham não invistam nessas áreas. Os nossos clientes investem em múltiplas atividades que contribuem para a melhoria dos seus relacionamentos e para a clarificação dos seus objetivos e da sua missão de vida, sendo alavancas decisivas no aumento da felicidade individual de cada um. Essa felicidade, por sua vez, reflete-se nas empresas onde cada um trabalha, repercutindo os seus benefícios no dia-a-dia.

As empresas são formadas por pessoas. Só são possíveis empresas felizes, com pessoas felizes e realizadas, nas mais diferentes áreas das suas vidas. É altura de mudar do discurso de sempre do “É o que há” para o “Sinto que vai ser”, fazendo com que esse futuro se construa em cada dia.

 

Adelino Cunha

CEO

Solfut, lda

www.ihavethepower.net 

 


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3 responses to “Felicidade: Mude do “É o que há” para o “Sinto que vai ser”!”

  1. Adelino, muito obrigado por toda a partilha de conhecimento!

  2. Maria Lucília Martins Zenhas diz:

    Todos nós devemos ter uma família que amamos e com a qual não vivemos em conflito, temos o direito de ter uma casa confortável e de que gostamos, viver num bairro agradável, com vizinhos amistosos, trabalhar numa empresa onde nos sintamos valorizados. Devemos trabalhar para a nossa evolução pessoal, seja a nível físico, seja a nível cultural. Devemos gostar de nós próprios e sentirmo-nos realizados.

  3. Maria José Reis diz:

    O caminho é por aí!

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