Balanços e Decisões são Essenciais para uma vida feliz!

Balanços e Decisões são Essenciais para uma vida feliz!

Fazer balanços e tomar decisões é fundamental para uma vida feliz e bem-sucedida. Recentemente, estive com algumas dezenas de colegas numa convenção em Nice. Por ter terminado 2017, fizemos o balanço do ano e tomámos decisões. Durante o evento, um dos meus colegas perguntou-me: “É uma época de balanços. Que dica/conselho darias aos milhões de portugueses que nos estão a ouvir?”.

A resposta surgiu com naturalidade. “Primeiro, aprendam a gostar daquilo que fazem. É uma lição de vida! Para aqueles que não têm oportunidade de escolher: Se não vos aparecem trabalhos de que gostem, tratem de gostar daqueles que vos aparecem. Depois, para aqueles que podem decidir: Tomem as vossas decisões, escolham efetivamente aquilo que gostam de fazer e apaixonem-se por isso. Se tiverem essa paixão, essa chama, ela leva-vos até onde quiserem. Como se costuma dizer, o céu é o limite.”.

Aqui chegados, podemos obviamente questionar: Que decisões? Como podemos decidir? Temos de mudar a nossa vida toda? Vamos passo a passo?
Quebrar o status quo é uma revolução. Porque buscamos algo completamente novo, esquecemos tudo e recomeçamos, alicerçados num ideal de vida, um pouco como diz o poeta José Régio no Cântico Negro. Se puderem, escutem-se a lê-lo na totalidade:

“Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: ‘vem por aqui’!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”

 

Aprender a decidir!

 

A partir do estado atual, podemos evoluir. Podemos definir, face ao balanço que efetuámos, qual a correção a fazer e qual a meta seguinte a ultrapassar, quando e como vamos consegui-lo, com que recursos, se sozinhos ou acompanhados. Mas esta definição não deve ficar por aqui.

Vamos ao 1º caso. Inicialmente, podemos não saber o que queremos. Porém, mais dia, menos dia, vamos ter de começar por definir pequenas coisas até chegarmos à ideia clara do que queremos e decidirmos. As sucessivas definições dessas pequenas coisas são, por si só, decisões. Pequenas, sim, mas decisões.

No 2º caso, o nosso diálogo interno pode parecer mais racional, mas deve ser igualmente desafiante. Um sonho ou objetivo a ultrapassar tem de ser também difícil e desafiante. Desenvolvermos em nós a capacidade de fazer um pouco mais, subir um degrau extra, é já um desafio. Cabe-nos decidir fazê-lo. Teremos em nós essa capacidade de autossuperação?

A questão é pertinente, pois estarmos sempre focados e cientes do que temos de fazer para conseguir ultrapassar a meta definida vai exigir disciplina e consistência. Vai obrigar a um método que pode não ser perfeito, mas que, uma vez definido, é para seguir, para cumprir, para fazer.

 

Levar as decisões até ao fim e fazer balanços!

 

Fazer balanços sobre o que aconteceu é fácil, pois não o podemos mudar: basta olhar e ver. Temos de decidir ir mais longe. Se, fazendo o que fizemos, conseguimos um dado resultado e queremos um diferente, o que devemos mudar para o conseguir? Temos mais desvantagens ou vantagens no curto e médio prazos? Este balanço é um exercício cuidado que deve ser feito antes de começarmos a tarefa, semana, mês, ano…
Depois de decidir, temos de:

1. Não voltar atrás. Os erros são a prova de que estamos a fazer, a tentar. Temos é de ser capazes de recomeçar.

2. Fazer o melhor que sabemos sem darmos nada como garantido. O facto de termos conseguido antes diz-nos apenas que é possível.

3. Acabar o que começámos. Tal consegue-se com método, uma combinação de disciplina e foco no próximo resultado e no seguinte, e assim sucessivamente, subindo os degraus.

4. Avaliar o progresso do que estamos a fazer e, baseados em evidências, tomar a decisão de alterar/corrigir, se necessário.

5. Ultrapassar aquilo a que nos propomos. Celebremos, façamos o reconhecimento a nós próprios e agradeçamos a todos os que nos ajudam. Far-nos-á sentir bem.
Façamos um balanço: Se não gosta destas dicas, então tome a decisão de escrever os conselhos que daria a si próprio. Mas FAÇA! Cada um de nós deve ser o melhor embaixador de si mesmo e daquilo que faz, seja para si ou para outrem. APAIXONE-SE!

 

 

António Balau

I Have The Power HR & Coaching Academy Manager

 


Subscreva o nosso blog!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *